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No Dia dos Pais muitas mulheres sentiram-se bem desconfortáveis em celebrar a data. Para se ter uma ideia o Brasil possui mais de 20 milhões de mães que assumiram sozinhas a responsabilidade de educar um filho.

Algumas já sabiam quem não poderiam contar com o apoio do companheiro. Outras foram surpreendidas no meio do caminho. Mas, ainda assim, elas não desistiram da gravidez e encararam com muita dedicação, lágrimas e sorrisos a complexa tarefa de ser pai e mãe.

Livia Andrade é um exemplo. Ela demorou um pouco para acreditar na gravidez. Fez teste de farmácia, mas não se satisfez com o resultado positivo. Só o exame de sangue trouxe a certeza e a alegria de que teria um filho, na verdade uma menina: Luiza.

Apesar da alegria de saber que seria mãe, Livia precisou ser forte para assumir praticamente sozinha a responsabilidade de criar a menina. Alguns momentos foram bastante complicados.

“Ela estava com uns seis meses e uma febre alta. Fui para o pronto-socorro sozinha e lá passei a madrugada. Vi pais e a mães juntos encarando o que mais dói na gente que é ver um filho doente. Lembro que liguei para minha mãe. Ela sabia como eu me sentia e foi me fazer companhia”, recorda.

Além dos desafios de cuidar e educar uma criança, Livia também destaca o preconceito como mais um obstáculo a ser enfrentado pelas mães solo. Algo que também foi sentido e percebido por Lýgia Toni, outra mãezona que assumiu sozinha a criação de sua filha: Bruna.

“Hoje a sociedade aceita mães solo com naturalidade e até com respeito. Mas, há 25 anos era bem complicado. Éramos vistas como erradas ou coitadas”, revela. Lygia ainda ressalta que para ela a maternidade e a maneira como a viam nunca foi problema.  “Não tinha medo de lutar, trabalhar. Sempre tive coragem, fé e muito amor”.

Patrícia Alves Lopes também sente que muita coisa mudou para as mulheres que acabam criando seus filhos sozinhas. “Minha filha (Julia) fez 18 anos, e embora eu tenha enfrentado tudo com muita coragem sei que o mundo era muito menos a favor das mães solo”.

Por isso ela acredita que seja necessário falar sobre o tema. “É importante para quem passa por essa experiência saber que sim, somos capazes de encarar o desafio, com muito amor e autonomia e sem que ninguém nos valide”.

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Uma relação transformadora…

Os maus bocados, comentários e olhares de reprovação nem chegam perto de incomodar essas mães. Para elas nada é mais gratificante do que ver suas meninas crescendo fortes e felizes. “A Júlia me deu sentido, garra e eu sou grata a ela pelo que me tornei”, conta Patrícia que hoje também é mãe de um menino, o Pedro Paulo de 5 anos.

Para Lygia a experiência de ser mãe de menina é como ter uma amiga ao lado em tempo integral. “É ter uma confidente, uma companheira pronta para te ouvir, aconselhar, dialogar em todos os momentos”.

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Já para Livia é como descobrir um mundo novo todos os dias. “Acho que ela mais me ensina do que eu a ela”, confessa destacando ainda a proximidade entre as duas.  “Não importa a situação eu sempre sou a escolha dela. Isso me deixa orgulhosa e fico pensando se mereço esse amor todo”.

Meninas autoconfiantes e sem estereótipos

Preocupada com o futuro da Lulu, Livia diz que deixa sua filha livre para fazer as próprias escolhas e assim se tornar mais confiante.

“Adoramos filmes de super-heróis não perdemos um. Esse ano a festa dela foi das Tartarugas Ninjas. Mas também já passamos muito pelas princesas…Ela é moleca e feminina ao mesmo tempo. Diz que quer ser médica de velhinhos, acho isso uma graça!”

 

 

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