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A preocupação com o corpo e a autoestima já não se restringem as adolescentes. Cada vez mais novas, as meninas têm se importado com a imagem e com o que vestem. O que elas querem? Conforto com estilo.

Fazer compras ainda pode piorar a situação já que muitas lojas oferecem modelos e tamanhos que favorecem somente as magrinhas.

Duas empresas, no entanto, trabalham para mudar essa realidade. A Girls Will Be e a Free To Be Kids têm desenvolvido peças que se adaptam a diferentes tamanhos e não se restringem ao gênero (não tem roupa de menina ou menino). Sendo assim, essas marcas permitem que as meninas se sintam a vontade com suas escolhas.

“Muitas meninas, incluindo nossas próprias filhas, simplesmente não estão confortáveis vestindo roupas típicas de meninas. Mas isso nem sempre significa que elas querem fazer compras no departamento de meninos, ou usar as roupas de um tamanho maior. Havia uma necessidade real de uma opções”, disse Laura Burns, co-fundadora da Girls Will Be.

Na Girls, os shorts, por exemplo, têm ajustes diferentes, divididos entre os mais largos e alongados e mais ajustados. As camisetas também seguem a mesma linha e não apresentam mangas muito pequenas e o tecido também não é pesado. O resultado são roupas que permitem movimento para as meninas brincar e se divertir.

“As meninas precisam de roupas que privilegiem o que seus corpos podem fazer, ao invés de como eles se parecem. A autoestima e a confiança das nossas meninas são muito importantes para esperarmos que as grandes marcas mudem os ajustes de suas roupas.”, disse Sharon Choksi, co-fundadora da Girls Will Be.

Quando crianças os tamanhos das roupas de meninas e meninos divergem bastante, apesar de seus corpos serem basicamente idênticos. E a diferença só aumenta quando chegam na adolescência.

As meninas muitas vezes precisam “aumentar o tamanho” porque a numeração oito de uma garota geralmente é equivalente a seis. Analisando dez grandes marcas infantis ficou claro que as camisetas delas são de 1 a 3 polegadas mais estreitas e, 65% dos shorts, mais curtos em comparação as roupas dos meninos com a mesma numeração. Os pais ainda reclamam que os tecidos utilizados para as roupas femininas são frágeis em comparação com os modelos masculinos.

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A Free To Be Kids aborda o problema de ajuste de uma maneira diferente, oferecendo aos clientes uma escolha entre camisetas com mangas mais estreitas, amplas e unissex.

“Oferecemos três estilos diferentes porque acreditamos que cada criança deve escolher aquilo com o que se sentem melhor. Não há absolutamente nenhuma razão para que as roupas dos meninos e as das meninas tenham formas tão diferentes “, disse Courtney Hartman, fundador da Free To Be Kids.

Tanto a Girls Will Be como a Free Be Kids têm lutado nos últimos quatro anos contra os estereótipos de cores e temas, criando camisetas de ciências e matemática para meninas como “I’m A Cat Guy” para os meninos.

Esses empresários soaram o alarme e agora estão levando a indústria para um novo caminho. Mudanças que vieram para ficar e nós adoramos!

 

 

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