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Há três anos e sete meses, quando Maria Antonia veio ao mundo, Eduardo Costa e a esposa, Simone Chagas, decidiram que ela voltaria ao trabalho enquanto ele assumiria as responsabilidades de cuidar da pequena e da casa.

Mesmo diante de olhares desconfiados de alguns familiares e amigos, o ex-comerciante, de 36 anos, mostrou que conseguia dar conta! Tanto que na chegada de Maria Eduarda, 2 anos e 3 meses, já estava craque! Ou quase isso…

Para entender melhor é só acessar o Instagram Pai das Marias, no qual ele traz momentos divertidíssimos e carinhosos com suas meninas e a esposa. É o retrato de quem decidiu fazer da paternidade o papel mais importante de sua vida!! Quer saber mais sobre esse paizão? Confira a entrevista concedida por ele ao Força Meninas:

 

[Força Meninas] Eduardo, como foi a sua reação quando soube que seria pai de menina?

A melhor alegria do mundo! Sonhava em ser pai e de uma menina e vieram duas!

[Força Meninas] É muito diferente do que imaginava?

A paternidade não foi tão diferente do que eu imaginava. Aos 17 anos, ficava vez ou outra “olhando” um primo de poucos meses. Em junho ele fez 18 anos e foi aí que me dei conta de como ele foi importante pra mim e para o despertar da vontade de ser pai.

[Força Meninas] Porque resolveu dividir suas experiências com o público?

Quando a minha filha mais velha, Maria Antonia, fez 2 meses, minha esposa precisou voltar a trabalhar e decidi cuidar dela. Mas, 2 meses depois e por causa de alguns comentários maldosos comecei a questionar se o que eu estava fazendo era o certo. Como homem, cheio de preconceitos, me cobrava por estar nessa função, e resolvi abrir minha rede social como uma forma de incentivar outros pais a serem mais participativos.

[Força Meninas] Como é o seu dia a dia com as meninas e as outras tarefas do cotidiano?

Meu dia é totalmente dedicado para elas.  Pelo menos nos primeiros 3 anos foi assim. Hoje, com certa disciplina e rotina, consigo fazer algumas coisas em meu benefício. Estou voltando a estudar e a rede social de alguma forma abriu um novo campo de trabalho para mim.

“Como homem, cheio de preconceitos, me cobrava por estar nessa função, e resolvi abrir minha rede social como uma forma de incentivar outros pais a serem mais participativos”

[Força Meninas] O seu envolvimento na educação de suas filhas foi algo natural ou você e sua esposa determinaram que seria dessa forma?

Meu envolvimento foi totalmente natural. Eu queria ser pai participativo. Às vezes sou até mais paciente do que minha esposa. Certas obrigações eu faço com elas, mas hoje, dividimos bem as tarefas, mesmo eu ficando mais tempo em casa. Eu não substitui a mãe, o papel dela é fundamental.

[Força Meninas] Sente falta de uma rotina mais parecida com a de outros pais, que trabalham o dia todo fora?

Às vezes sinto falta mas ela é substituída pelo amor que recebo das minhas filhas. Sempre que posso fugir dessas obrigações, me bate saudade! Elas são a minha vida.

[Força Meninas] Você percebe o interesse de outros pais pelo seu estilo de vida? Eles te pedem dicas ou ainda existe preconceito?

Não, os pais não chegam junto. Acho que eles têm vergonha ou não aceitam pedir ajuda a outro homem, coisa de homem digamos assim, rsrs. Mas os amigos mais próximos gostam de trocar uma ideia ou outra. É muito legal quando acontece essa troca.

[Força Meninas] Você tem sido convidado para palestrar, participar de eventos que envolvem a educação. Qual a mensagem que pretende passar em seus encontros?

Não, nunca fiz nenhuma palestra, mas já participei de alguns workshops. Mas se um dia vier a fazer, a mensagem que passaria é que não precisa ter medo, e que vale muito a pena!

“Acho que eles têm vergonha ou não aceitam pedir ajuda a outro homem, coisa de homem digamos assim, rsrs.”

[Força Meninas] Existe algo do universo feminino que só tenha aprendido depois de ser pai de menina?

Sim, listra não combina com estampado, se você não quiser, porque minhas filhas vestem tudo e ficam lindas! Rsrsrsrs.

[Força Meninas] Em sua opinião quais serão as características importantes para que meninas sejam líderes transformadoras no futuro?

Crio minhas filhas com liberdade, mas respeitando a todos. Amor, casamento, não é submissão, é parceria! Sou amigo e parceiro da minha esposa e isso faz com que o nosso relacionamento seja duradouro. Quero que elas cresçam forte, e que sejam felizes.

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