Como é o melhor país do mundo para “Ser Menina” ?

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Na Suécia a taxa de casamento meninas menores de 18 anos é de 0% (zero por cento)97,5% das meninas frequentam a escola pelo menos até os 16 anos. As mulheres representam mais de 43% dos cargos governamentais.

Nesta semana, comemoramos o Dia Internacional da Menina, nesta data a organização americana Save the Children divulgou um relatório que coloca o Brasil na 102ª posição do Índice de Oportunidades para Garotas e a Suécia na 1ª posição. Mas afinal, quais são as diferenças entre “Ser Menina”, no Brasil e na Suécia?

Muitos brasileiros se surpreenderam com o resultado e questionaram a posição do país que é o pior da América do Sul em termos de oportunidades de desenvolvimento para Meninas.

Para analisar o resultado é necessário avaliar os índices e compreender como eles explicam a posição do Brasil, são eles:

  1. Número de casamentos infantis (meninas que casam até 18 anos)
  2. Índice de mortalidade materna
  3. Representatividade de mulheres no Governo
  4. Taxa de gravidez na adolescência
  5. Taxa de Meninas que completam o 2º grau.

O relatório destaca que o Brasil apresenta renda maior do que muitos dos países que aparecem acima dele no estudo, contudo destaca três índices que esclarecem a colocação do Brasil, são eles:  taxa de gravidez na adolescência, casamento infantil e representatividade de mulheres no Governo.

O Brasil tem aproximadamente 5,2 milhões de meninas de 15 a 17 anos, segundo a Pnad( Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2013). Dessas, 414.105 tinham pelo menos um filho. Neste grupo, apenas 104.731 estudam. As outras 309.374 estão fora da escola. Um pequeno grupo só trabalha (52.062). A maioria dessas jovens (257.312 adolescentes) não estudam nem trabalham. Sendo assim, hoje o Brasil tem mais de 309 mil mães adolescentes que estão fora da escola.

Estudo publicado em 2015 pelo Instituto Promundo afirma que existem no país 877 mil mulheres, com idades entre 20 e 24 anos, que se casaram antes dos 15 anos de idade, colocando o país como o quarto do mundo em números absolutos. No total, cerca de 3 milhões de mulheres, entre 20 e 24 anos, relataram ter casado antes dos 18 anos. Apenas República Dominicana e Nicarágua possuem taxas superiores na América Latina

Outro ponto importante levantado pela pesquisa é a baixa representatividade feminina nas esferas governamentais, de acordo com Índice Global de Desigualdade de Gênero no qual o Brasil ocupa a 102ª posição no mundo, com apenas 51 deputadas federais, entre os 513 parlamentares eleitos no pleito de 2014*.

Infelizmente ainda estamos distantes da realidade da Suécia, mas o combate rigoroso ao casamento infantil, campanhas de conscientização de pais e adolescentes sobre a gravidez na adolescência, o combate a desigualdade de gênero, medidas governamentais e até o apoio da iniciativa privada podem trabalhar de maneira eficaz para melhorar o futuro das meninas brasileiras.

Fontes:

Igualdade de genêro na Suécia
https://sweden.se/society/gender-equality-in-sweden/guald

Relatório Save the Children
http://www.savethechildren.org/atf/cf/%7B9def2ebe-10ae-432c-9bd0-df91d2eba74a%7D/EVERY%20LAST%20GIRL%20REPORT%20FINAL.PDF
Top 35 Countries to be a Girl
http://www.cbsnews.com/pictures/international-day-of-the-girl-save-the-children-top-35-countries

 

O Globo
http://oglobo.globo.com/sociedade/brasil-o-pior-pais-da-america-do-sul-para-ser-menina-diz-relatorio-20270607#ixzz4My7D6DUl

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